Quando falamos em
poder logo nos vem a cabeça : dinheiro, status social, política, monopólio,
dominação etc. Da mesma forma, poder, dominação e autoridade estão em nosso
imaginário como coisas muito parecidas, até mesmo análogas, não estamos totalmente errados quando
pensamos assim, contudo precisamos esclarecer muitas coisas.
O poder pode ser
tratado em relação a:
–
indivíduos e
grupos/classes sociais
–
objetos
–
fenômenos
naturais
O Poder entre indivíduos ou classes sociais é
também chamado de poder social. Quanto aos indivíduos há o poder de um homem
sobre outro homem, auto poder ou autocontrole. É uma relação de
comando-obediência. Quanto aos grupos/classes sociais, estes dependem de dois
fatores fundamentais para sua existência: força (que pode ser proveniente de
prestígio, influência ou mesmo do poder econômico) autoridade (pode ser de três
tipos, e estes são: autoridade hierárquica, paradigmática[1]
e do saber manipulado)
Para o filósofo
Aristóteles há três tipos de poder:
- despótico:
regido pelo castigo por um delito cometido, poder do senhor sobre os escravos, exercido
pelos interesses dos primeiros;
- paterno:
natural, poder dos pais sobre os filhos;
- político:
regido pelo “consenso”, poder do governador sobre os governados, exercido -
teoricamente - pelos interesses dos últimos.
Dois sociólogos em especial precisam ser lembrados neste
momento em que estamos aprendendo sobre o conceito de poder, Pierre Bourdieu e
Max Weber. Segundo Pierre Bourdieu, os atores sociais interagem por meio de
jogos, sem normas explícitas, nos quais as pessoas fazem suas escolhas de vida
influenciadas pelo seu habitus[1],
ou seja, no caminho percorrido para o alcance de seus objetivos o indivíduo é
dominado pela situação econômica, política, cultural e social onde atua. Nem
sempre a escolha é a mais adequada do ponto de vista individual, porém, se
analisada no âmbito do seguimento social de onde se origina, essa lhe trará
maior proveito dentro do grupo.
Bourdieu, por ter concebido uma das teses de maior
importância em se tratando de poder e dominação para a Sociologia, a do poder
simbólico, merece ser lembrado neste momento, para ele aparentemente o ator
social pode escolher livremente a ação a ser tomada, porém, ele tende a optar
por aquilo que será mais apreciado do ponto de vista do contexto onde se situa
o processo de sua existência.
Para
Bourdieu, o sistema educacional contribui para a existência das desigualdades
quando, no processo de seleção escolar, marginaliza aqueles pertencentes as
classes populares e, ainda, reforça as desigualdades entre os gêneros quando
conduz as ações e os comportamentos mais adequados ao ser feminino e o ser
masculino.
Segundo ele, o poder
exercido no Sistema de Ensino é o poder simbólico.
“(…)O poder simbólico,
como poder de constituir o , dado pela enunciação, de fazer ver e fazer crer, de
confirmar ou de transformar a visão do mundo, e, deste modo a ação sobre o
mundo, portanto o mundo; poder quase mágico que permite obter o equivalente
daquilo que é obtido pela fora( física ou econômica), graças ao efeito
específico de mobilização, só se exerce se for reconhecido, quer dizer,
ignorado como arbitrário.Isso significa que o poder simbólico não reside nos
sistemas simbólicos (…) mas que se define numa relação determinada e - por meio desta – entre os que exercem o poder
e os que lhe estão sujeitos, quer dizer, isto é, na própria estrutura do campo
em que se produz e se reproduz a crença. O que faz o poder das palavras e das
palavras de ordem, o poder de manter a ordem ou de subverter, é a crença na
legitimidade das palavras e daquele que as pronuncia, crença cuja produção não
é da competência das palavras(…)”
(...) poder invisível que só pode se exercer
com a cumplicidade daqueles que não querem saber que a ele se submetem ou mesmo
que o exercem. (Bourdieu,
1977, p.31)
O Sociólogo fala de algo que está em toda
parte e é ignorado: o poder simbólico.“… o poder simbólico é, com efeito, esse
poder invisível o qual só pode ser exercido com a cumplicidade daqueles que não
querem saber que lhe estão sujeitos ou mesmo o exercem.” ( p. 8 )
Para ele, este poder é quase mágico, na medida em que
permite obter o equivalente ao que é obtido pela força, graças ao efeito
específico de mobilização. Todo poder simbólico é um poder capaz de se impor
como legítimo, dissimulando a força que há em seu fundamento e só se exerce se
for reconhecido, todo poder verdadeiro age enquanto poder simbólico. O poder
simbólico é, para Bourdieu, uma forma transformada, irreconhecível,
transfigurada e legitimada das outras formas de poder. (Bourdieu, 1977,
p.408-11).
As teses desenvolvidas por Pierre Bourdieu, remetem à
reflexão sobre a ordem constituída e aceita por todos como legítima e convoca
os grupos sociais à mobilização no sentido de buscarem o reconhecimento dos
mecanismos que levam a aceitação do domínio do outro sobre o outro e, assim
promover a ruptura do círculo vicioso.
“Poder significa a probabilidade de impor a própria
vontade, dentro de uma relação social, ainda que contra toda resistência e
qualquer que seja o fundamento dessa probabilidade” Economia e Sociedade –
Max Weber.Para Weber, o conceito de poder é sociologicamente amorfo (sem forma
definida), havendo uma série de circunstâncias que colocam uma pessoa na
posição de impor sua vontade devendo, portanto, o conceito de dominação ser
mais preciso: dominação é a probabilidade de que um mandado seja obedecido,
lembram dos três tipos de dominação segundo Weber aprendidos no primeiro ano?.
Segundo Weber o poder é: (...) a possibilidade de que um homem, ou um grupo de
homens, realize sua vontade própria numa ação comunitária, até mesmo contra a
resistência de outros que participam da ação. (Weber, 1982, p.211)
Ao analisar o poder nas estruturas políticas, Weber
enfatiza o uso da força, comum a todas elas, diferindo apenas a forma e a
extensão como a empregam contra outras organizações políticas. Analisa o
clientelismo[1], o
nepotismo[2] e
a influência social, política ou ideológica exercida pelos detentores do poder
econômico e político. O poder na sociedade de classes é analisado a partir da
concepção de ordem jurídica, cuja estrutura influi, diretamente, na
distribuição do poder econômico, ou de qualquer outro, dentro de uma
comunidade. O poder econômico distingue-se do poder como tal, podendo ser
conseqüência ou causa do poder existente por outros motivos. Para Weber (1982,
p.268), as classes têm sua oportunidade determinada pela existência ou não de
maior ou menor poder para dispor de bens ou habilidades em seu próprio
benefício.
Outra
pensadora de suma importância em se tratando de conceituar o poder é a filósofa
Hannah Arendt, conhecida teórica do inconformismo, pensadora da liberdade, para
Hannah Arendt, o poder se constitui na união dos homens, ou seja, ele não
pode ser considerado posse de ninguém,
pois se encontra disperso e apenas nasce quando os homens se agrupam publicamente a fim de
exercer suas liberdades de comunicação. A partir do momento que os homens se desligam uns dos
outros, o poder desaparece. (HABERMAS,
2003, p. 186).
Desde Maquiavel,
tem-se construído uma perspectiva que leva-nos a entendermos o Poder como sinônimo de
violência e, por esse motivo, surgiu a idéia no senso comum de que ao
se afastar do Poder, afasta-se também da violência. No
entanto, Hannah Arendt coloca que, ao se afastar do poder, há o
esvaziamento do espaço público, espaço esse que deve ser preenchido pelos
homens em coletividade.
Os grandes
males da humanidade e as maiores atrocidades foram causados justamente por esse
esvaziamento do espaço público, o espaço que a coletividade deveria ocupar, em
que deveria exercer o poder. Quando não ocupa este espaço, participa
negativamente (omissão).Em Hannah Arendt há uma predominância da
coletividade, justamente porque ela coloca o homem como um ser coletivo.A
filósofa não parte de uma consciência e responsabilidade individual, mas sim coletiva,
onde os cidadãos devem ocupar o espaço público, como seres coletivos e
políticos que são.Aquele que não ocupa o espaço, aquele que diz não gostar de
política, deixa seu espaço aberto para que outro o ocupe, visto que este não
pode ficar vazio e nunca fica vazio. Assim, não deve afastar-se do poder, mas
ocupar o correspondente espaço de forma consciente.
Tipos de poder
- PODER FORMAL
Tipo de poder
que está ligado ao Direito, representado pelo governo é símbolo de ordem, ordem
esta que não está na figura do presidente, mas nos grupos que o sustentam.Constitui
os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
- PODER REAL (CONCRETO)
Exige certas condutas para sua existência,
afinal, elas organizam e ajudam no exercício da sua ideologia. Essas condutas
são a utilização de meios para manter a estabilidade no poder:
–
dinheiro
–
igreja
–
meios de
comunicação
•
São os
chamados sustentadores de poder
•
Efetivamente
exercem o mando
•
Traduzem, nas
leis, seus interesses e suas esperanças
•
São aqueles
que (aparecendo ou não) comandam a infra e a superestrutura de um dado Estado.
- PODERES FORMAL E REAL
•
Devem
concordar com a sociedade que, por sua vez, é dinâmica;
•
Ambos devem
estar bem interligados para impedir que grupos de menor poder consigam ascender;
•
A preocupação
maior deve estar com o poder formal, já que, por fato (previsto ou criado) pode
vir a perder suas funções;
•
O poder real
se constitui num ser, ou seja, num fenômeno observável, discutível;
•
O poder
formal, embora empiricamente observável enquanto fenômeno, constitui-se num
dever-ser;
•
Ambos devem
ser políticos, pois todo homem é político, a própria opção apolítica é uma
opção política.
- PODER
LEGÍTIMO (E ILEGÍTIMO)
•
É muito
ligado com a autoridade, pois a aceitação por suas qualidades pessoais ou
ideológicas caracteriza a legitimidade;
•
Todo poder
deve ser legítimo porque todos eles necessitam de um mínimo de aceitação;
•
Direito
legítimo é aquele que demonstra a composição e tensões dos grupos sociais que
determinam a sociedade:
- Quanto à
legitimidade: substitui a força física que todo Estado legal possui; é um objetivo constante tanto dos governos
democráticos quanto dos ditatoriais; primeiramente há uma fase constitutiva ou
genética e após há a fase da manutenção.
A maioria da
população é que produz a legitimidade, assim sendo, deveria estar com o
monopólio do poder.O direito legítimo deveria ser plural, formado pelo senso
comum, tornando a sociedade consensual, harmônica.
PODER
DISCIPLINAR
•
A disciplina
é de extrema importância para exercer o poder;
•
A mesma - a
disciplina - está intimamente ligada às normas jurídicas e tem nela um dos
agentes mais eficazes;
•
Com a sua
aplicação, todos os contrários que insurgirem são automaticamente excluídos da
vida em sociedade;
•
Muitas vezes
a exclusão vem mascarada de boa ação, quando um louco é internado, um menor vai
para uma instituição;
•
Tudo segue a
uma “ideologia do poder”, na defesa dos interesses dos “poderosos”;
•
O Direito é
ordem e disciplina e o poder disciplinador não pode nem poderá viver sem ele;
- PODER
CONTROLADOR
•
O poder, para
o seu pleno exercício, necessita do monopólio do controle de seus destinatários;
•
O controle é
realizado através das normas, sanção, força, organização, distanciamento;
•
Deve ser o
tutor dos interesses coletivos;
•
O interesse
privado nunca poderá prevalecer sobre o interesse público;
•
O poder
exerce o controle através de três pontos principais;
•
conceituação
da publicidade;
•
através do
primeiro na conceituação de privacidade;
•
organização
burocrática;
•
A burocracia
age para dar eficácia no empreendimento da administração do interesse público;
•
O mundo fica
governado em duas partes;
•
público
(quando será o objeto da administração do poderio);
•
privado
(quando será objeto da administração dos particulares);
- MACROPODER
•
É um conjunto
de faculdades de controle exercidas por um órgão de dominação;
•
Este controle
é sobre a totalidade de indivíduos de um dado universo estatístico;
•
Quase sempre
se expressa através da violência, porque evoca para si a violência legítima
através das sanções legais;
•
É geral,
abrangente, sendo conhecido tanto como Estado como quanto “entidades
transestatais”: Igreja, imprensa, multinacionais;
•
É fonte
formal das normas jurídicas;
•
Há dois tipos
de macropoder:
- explícito (representado pela
Igreja, Estado, imprensa, porque aparecem em nossos sentidos e são
empiricamente observáveis)
- implícito (setores da vida
social que não aparecem enquanto poder, autorizando outras pessoas físicas ou
jurídicas que o represente: banqueiros, multinacionais, enfim, detentores de
poder em geral.
- MICROPODER
•
Consiste no
controle das mentes, o sutil e eficaz controle dos limites da consciência e das
dimensões da alienação
•
É preciso que
cada ente desta sociedade saiba seu papel de obediente, aceite os comandos que
lhe é determinado
•
Se a
sociedade seguir este padrão, poderá haver o pleno exercício do poder, e este
será legítimo
•
Os pequenos
setores da sociedade são manipulados para viverem e zelarem por esta forma de
dominação
•
Isto por acreditarem ser este o verdadeiro
convívio em sociedade
- REQUISITOS DO
MICROPODER
•
É preciso que:
–
pai obediente
forneça à sociedade filhos obedientes
–
funcionários
passivos e pacíficos repitam a cada minuto os rituais da burocracia e o
discurso ideológico que os fundam
–
assistente
social mitigue, anestesie os conflitos
•
Também faz-se
necessário que
–
psicólogo
“ajuste” os indivíduos aos padrões “corretos”
–
professor
ensine as versões oficiais
–
polícia zele
pelos bons costumes
É estranho, mas
este tipo de poder defende que a escola forme exército de reserva.
Dominação
A maioria dos
alunos e alunas que já estudaram Sociologia no primeiro ano do ensino médio e,
consequentemente já estão familiarizados com este conceito, “dominação”,
entretando alguns não tiveram oportunidade, sendo assim voltaremos um pouco
atrás para estudarmos os tipos de dominação existentes segundo o Sociólogo
alemão Max Weber.
Max Weber
percebe de fato a dominação, dominação esta, assentada em uma verdadeira
constelação de interesses, monopólios econômicos, dominação estabelecida na
autoridade, ou seja o poder de dar ordens, por isso ele acrescenta a cada tipo
de atividade tradicional, afetiva ou racional (como vimos no primiero ano,
tipos de ação segundo este Weber) um tipo de dominação particular.Weber definiu
as dominações como a oportunidade de encontrar uma pessoa determinada pronta a
obedecer a uma ordem de conteúdo determinado.E estabeleceu três tipos de
dominação:
Dominação Legal (onde qualquer direito pode ser criado e
modificado através de um estatuto sancionado corretamente), tendo a
“burocracia” como sendo o tipo mais puro desta dominação. Os princípios
fundamentais da burocracia, segundo o autor são a Hierarquia Funcional, a Administração
baseada em Documentos, a Demanda pela Aprendizagem Profissional, as Atribuições
são oficializadas e há uma Exigência de todo o Rendimento do Profissional. A
obediência se presta não à pessoa, em virtude de direito próprio, mas à regra,
que se conhece competente para designar a quem e em que extensão se há de
obedecer. Weber classifica este tipo de dominação como sendo estável, uma vez
que é baseada em normas que, como foi dito anteriormente, são criadas e
modificadas através de um estatuto sancionado corretamente. Ou seja, o poder de
autoridade é legalmente assegurado.
Dominação Tradicional (onde a autoridade é, pura e simplesmente,
suportada pela existência de uma fidelidade tradicional); o governante é o
patriarca ou senhor, os dominados são os súditos e o funcionário é o servidor.
O patriarcalismo é o tipo mais puro desta dominação. Presta-se obediência à
pessoa por respeito, em virtude da tradição de uma dignidade pessoal que se
julga sagrada. Todo o comando se prende intrinsecamente a normas tradicionais
(não legais) ao meu ver seria um tipo de “lei moral”. A criação de um novo
direito é, em princípio, impossível, em virtude das normas oriundas da
tradição. Também é classificado, por Weber, como sendo uma dominação estável,
devido à solidez e estabilidade do meio social, que se acha sob a dependência
direta e imediata do aprofundamento da tradição na consciência coletiva.
Dominação Carismática (onde a autoridade é suportada, graças a
uma devoção afetiva por parte dos dominados). Ela assenta sobre as “crenças”
transmitidas por profetas, sobre o “reconhecimento” que pessoalmente alcançam
os heróis e os demagogos, durante as guerras e revoluções, nas ruas e nas
tribunas, convertendo a fé e o reconhecimento em deveres invioláveis que lhes
são devidos pelos governados. A obediência a uma pessoa se dá devido às suas
qualidades pessoais. Não apresenta nenhum procedimento ordenado para a nomeação
e substituição. Não há carreiras e não é requerida formação profissional por
parte do “portador” do carisma e de seus ajudantes. Weber coloca que a forma
mais pura de dominação carismática é o caráter autoritário e imperativo.
Contudo, Weber classifica a Dominação Carismática como sendo instável, pois
nada há que assegure a perpetuidade da devoção afetiva ao dominador, por parte
dos dominados.
Max Weber notou
que o poder racional ou legal cria em suas manifestações de legitimidade a
noção de competência, o poder tradicional a de privilégio e o carismático
dilata a legitimação até onde alcance a missão do “chefe”, na medida de seus
atributos carismáticos pessoais.
[1] O Clientelismo é um
sub-sistema de relação política, com uma pessoa recebendo de outra a proteção
em troca do apoio político. O Clientelismo nada tem em comum com o coronelismo,
nem se reedita relação análoga àquela entre suserano evassalo do Sistema Feudal. O que caracteriza o clientelismo é o sistema de
troca. Como nota característica o cliente fica
em total submissão aopatrão,
independentemente de com este possuir qualquer relação familiar, empregatícia
ou qualquer outra. No Brasil e em alguns países da América Latina, suas raízes
remontam às origens patriarcais destas sociedades. Fonte: Wikipédia.
[2] Nepotismo (do latim nepos, neto ou descendente) é o termo utilizado para designar o
favorecimento de parentes em detrimento de pessoas mais qualificadas,
especialmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos. Nepotismo ocorre quando, por exemplo, um
funcionário é promovido por ter relações de parentesco com aquele que o
promove, havendo pessoas mais qualificadas e mais merecedoras da promoção.
[1] O conceito de habitus foi desenvolvido pelo
sociólogo francês Pierre Bourdieu com o objetivo de pôr fim à
antinomia indivíduo/sociedade dentro da sociologia estruturalista.
Relaciona-se à capacidade de uma determinada estrutura social ser incorporada
pelos agentes por meio de
disposições para sentir, pensar e agir.
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